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Wednesday, August 30, 2006

Elza nos braços de sampa



Mostra fotográfica "Elza nos Braços de Sampa"


Uma mostra fotográfica organizada para celebrar o 57º aniversário da cantora, "Elza nos Braços de Sampa" na Caixa Cultural, apresenta reproduções de fotografias originais do seu acervo e de jornais O Globo e do Brasil. A retrospectiva sobre a importância de Soares para o samba e para o Brasil, reúne 35 fotos que resgatam parte da memória e da história da música popular brasileira. Nascida em 23 de junho de 1937, no Rio de Janeiro, Elza Soares gravou seu primeiro disco em 1960, onde imortalizou Se acaso você chegasse, de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins. Em 1962, representou o Brasil na Copa do Mundo do Chile, onde cantou ao lado de Louis Armstrong e conheceu Garrincha, com quem viria a se casar.


" Elza nos Braços de Sampa"
De 26 de agosto ä 1° de outubro, na Galeria Nobre (térreo)
do Edifício Sé (Praça da Sé, 111), de terça a domingo, de 9h às 21h,
Entrada franca. Mais informações pelo telefone (11) 3107-0498

Morre o escritor Naguib Mahfouz


Naguib Mahfouz, prêmio Nobel de Literatura em 1988 mais conhecido por sua "Trilogia do Cairo", morreu nesta quarta-feira,30 de agosto, no Egito, depois de sofrer de úlcera hemorrágica, disseram médicos de um hospital do Ministério do Interior.


Mahfouz, de 94 anos, estava internado desde 19 de julho, quando caiu na rua e sofreu um ferimento na cabeça, que exigiu cirurgia. Ele foi o único escritor em idioma árabe a ganhar o prêmio Nobel. Mahfouz ganhou força na literatura quando deixou as novelas tradicionais e adotou descrições realistas do Egito do século 20 diante do colonialismo e da autocracia. Declarado infiel por militantes muçulmanos devido ao retrato que fez de Deus em uma das novelas, Mahfouz sobreviveu a um ataque com faca realizado por militantes muçulmanos em 1994, que danificou um nervo e prejudicou seriamente sua capacidade de usar a mão para escrever.

Nascido em 11 de dezembro de 1911 no Cairo, Mahfouz era filho de um comerciante e o mais novo da família de quatro irmãs e dois irmãos. Ele obteve a graduação em Filosofia na Universidade do Cairo aos 23 anos, em uma época em que muitos egípcios tinham apenas educação primária. Ele trabalhou na seção cultural do governo até se aposentar, em 1971.

Tuesday, August 29, 2006

Brasileiros roubam cena na Tate Modern


No templo da arte londrina, começa nesta quarta-feira 30, uma exposição onde nomes como Andy Warhol, Bruce Naumann, Gerhard Richter, os convidados brasieliros Hélio Oiticica, Lygia Clark e Cildo Meirelles roubam à cena. É raro ver obras de brasileiros deste gênero na Grã-bretanha, segundo Donna Salvo. Denominada "Open Systems" centra-se justamente em um período, as décadas de 60 e 70, onde artistas de diversos países buscavam criar novos modelos artísticos. A exposição apresenta obras de 30 artistas vindos de vários países como Estados Unidos, Brasil, Rússia, Iugoslávia e, naturalmente, da Grã-bretanha.

Oiticica e Clark

A principal obra de Oiticica na exposição é Projeto Filtro - para Vergara NY 1972, um labirinto com paredes e portais transparentes feitos de filtros coloridos de plástico, que visa mudar a percepção do espaço.

As obras escolhidas de Lygia Clark são os chamados Objetos Sensoriais. Durante a exibição da mostra para a imprensa, a curadora chegou a fazer uma demonstração prática - e bem-humorada - dos óculos concebidos por Lygia para serem usados apenas em dupla.

Thursday, August 24, 2006

São João del Rei: Cidade cultura


São João Del Rei: capital brasileira da cultura até 2007


A cidade mineira de São João del Rei é nomeada capital brasileira da cultura em 2007. É o segundo município que recebe este título. A primeira foi Olinda, Pernambuco, e que permanece nessa condição até 31 de dezembro de 2006. Durante perído de gestão, a cidade deve desenvolver atividades ligadas à valorização da cultura, costumes, história e tradições locais e eventos como shows. Além de cursos de artesanato, música, teatro, dança e folclore. Também devem estar na agenda da capital brasileira da cultura atividades de formação profissional para restauradores, artesão e guias turísticos e incentivo à preservação do patrimônio.A herança cultural e o patrimônio histórico contribuíram para a eleição.

A CIDADE

A cidade foi fundada em fins do século XVII a partir da exploração do ouro a cidade recebeu o nome de São João del Rei em homenagem a Dom João V, rei de Portugal. Carinhosamente chamada de "Terra onde os sinos falam", devido o toque dos sinos serem ouvidos de dia e de noite com ampla variedade de sons. Muitos dos toques vieram de Portugal trazidos pelos colonos e são usados na cidade como um “meio de comunicação” indicando missas, enterros, procissões e festa em homenagens aos santos.

São João del Rei concorreu com as candidaturas apresentadas por Mariana (MG), Mossoró (RN), Santa Maria (RS) e Santa Cruz Cabrália (BA). O título de Capital Brasileira a Cultura é conferido pela organização não-governamental Capital Brasileira da Cultura com a participação do Ministério da Cultura, Ministério do Turismo e Unesco.

Santos Dumont " O Homem pode Voar"


Documentário sobre Santos Dumont estréia nesta sexta-feira,25, em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.


O mais reconhecido inventor e patrono do designer brasileiro, Santos Dumont, no ano em que completa 100 anos, é homenageado com documentário. Enquanto muitos dos inventores do mundo travavam uma verdadeira batalha para fazer com que o homem voasse, ele conseguiu o feito, em outubro de 1906. Essas são apenas duas façanhas cuja a mais famosa, sem dúvida foi seu 14 bis. O inventor é muito bem explorado no documentário. 

"O Homem Pode Voar", do jornalista Nelson Hoineff, estréia em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília nesta sexta-feira. O longa, tem imagens raras do inventor até então desconhecidas do grande público. Henrique Lins de Barros, o roteirista, é também o pesquisador-titular do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas.

Destaques para alguns depoimentos como o de sua sobrinha-neta, Sophie Hélène, Alan Cartier, neto de Louis Cartier, que juntamente com Dumont criou o relógio de pulso. Dizem que ele morreu decepcionado com seu maior invento, o avião. Há uma pequana omissão no documentário que é o fato da esclerose multipla que o afetou nos últimos 20 anos de sua vida não ter sido abordada.

Wednesday, August 23, 2006

Morte de JK completa 30 anos
Há 30 anos (22 de agosto de 1976) um acidente automobilístico causou a morte do ex-senador e ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que estava prestes a completar 74 anos de vida. Senador entre 1961 e 1964, o político mineiro morreu quando viajava de carro de São Paulo para o Rio de Janeiro. O acidente ocorreu no quilômetro 165 da rodovia Presidente Dutra. As suspeitas de que poderia não ter sido um acidente, e sim um atentado, perduram até hoje.

O inquérito policial do acidente informa que o Opala 1970, no qual estava o ex-presidente, era conduzido pelo motorista Geraldo Ribeiro, que trabalhava com JK desde 1940. Um ônibus teria atingido o automóvel por trás que, desgovernado, teria atravessado o canteiro central e batido de frente com uma carreta que vinha na outra pista. No início de 2006, o Senado Federal realizou sessão de homenagem em virtude da passagem dos 50 da posse de JK como presidente da República (31 de janeiro de 1956).

Trajetória

Nascido na cidade de Diamantina (MG), em 12 de setembro de 1902, Juscelino Kubitschek saiu de sua cidade natal ainda jovem e foi para Belo Horizonte continuar os estudos. Na capital, formou-se em Medicina e casou com Sarah Luiza Gomes de Lemos. Sua trajetória política teve início em 1934, quando foi nomeado chefe de gabinete do interventor federal em Minas Gerais, Benedito Valadares. No mesmo ano, foi eleito deputado federal e, em 1939, foi nomeado prefeito de Belo Horizonte. Em 1946, iniciou seu segundo mandato como deputado federal e, quatro anos depois, foi eleito governador de Minas Gerais.

Eleito presidente da República em 1955, priorizou a expansão industrial e urbanística brasileira. Mas foi a construção da nova capital Brasília que chamou mais atenção para seu governo. Com o projeto urbanístico de Lúcio Costa e obras arquitetônicas de Oscar Niemeyer, Brasília foi inaugurada por JK em 21 de abril de 1960. Empossado em 31 de janeiro de 56, JK passou a faixa presidencial a Jânio Quadros no dia 31 de janeiro de 1961. Em 3 de outubro do mesmo ano tomou posse como senador por Goiás pelo PSD. A ditadura militar de 1964 cassou seu mandato e suspendeu seus direitos políticos por dez anos.

Saturday, August 19, 2006

BRASIL: DELÍRIO PERDIDO DE HENRY FORD



Ele queria transformar a Amazônia na maior produtora de borracha natural do mundo: Falhou.



Com a expansão do comércio da borracha, por volta de 1840, iniciou-se uma nova fase de ocupação da Amazônia. Por causa da grande procura pelas seringueiras quase toda a região foi explorada. A origem do município de Belterra está intimamente ligada a essa época. O milionário Henry Ford queria transformar mais dos seus sonhos em realidade. 

O objetivo do dono da Companhia Ford, líder na indústria automobilística nos Estados Unidos, era implantar um cultivo racional de seringueiras na Amazônia, transformando-a na maior produtora de borracha natural do mundo. Nascia, então, a Fordlândia, localizada entre os municípios de Itaituba e Aveiro, que tinha cerca de um milhão de hectares de terras que o governo brasileiro teria cedido à Ford. A vila teria toda a infraestrutura de uma cidade moderna made in EUA. Mas, o sonho não aconteceu, pois a Fordlândia não era uma área propícia para ser base de implantação do projeto. Por isso, técnicos da Holanda e EUA iniciaram intensas investigações para encontrar uma área que fosse ideal para o projeto da Companhia Ford.

Cidade americana na Amazônia

A descoberta era perfeita: uma planície elevada às margens do Rio Tapajós, coberta por densa floresta. A essa área Ford chamou de 'Bela Terra', que depois passou a ser chamada de 'Belterra'. A partir daí, o projeto começava a se tornar realidade, e Belterra ficou conhecida como "a cidade americana no coração da Amazônia". O projeto teve início e uma estrutura nunca antes montada em toda a região foi dando vida à futura cidade modelo. Hospitais, escolas, casas no estilo americano, mercearias, portos próximos à praia foram construídos para abrigar as famílias de todos os empregados que estavam trabalhando no projeto. Grande parte dos trabalhadores braçais vinha do sertão nordestino, fugindo da seca, e encontravam no projeto de Henry Ford a salvação. Em cinco anos, o projeto ganhou dimensões incomuns para a região naquela época: campos de atletismo, lojas, prédios de recreação, clube de sinuca, cinema. 

De 1938 a 1940, Belterra viveu o seu período áureo e foi considerado o maior produtor individual de seringa do mundo. No entanto, o final da 2ª Guerra Mundial, a morte do filho de Henry Ford, a grande incidência de doenças nos seringais e, principalmente, a descoberta da borracha sintética na Malásia foram fulminantes para a decadência do projeto. A partir daí, a área foi negociada para o Brasil e a Companhia Ford abandonou o sonho. Durante 39 anos, Belterra foi esquecida e a "cidade americana" foi transformada, entre outras denominações, em Estabelecimento Rural do Tapajós (ERT), ficando sob jurisdição do Ministério da Agricultura. Somente em 1997, os moradores de Belterra conseguiram a emancipação do município. [Francisco Martins]

Thursday, August 17, 2006

CD: UM SOPRO BRASIL


Projeto de Myriam Taubkin registra a tradição musical brasileira feita por instrumentos de sopro.


Depois de dedicar-se à documentação do piano, da percussão, dos violões, da viola e da sanfona brasileiras, a produtora paulista Myriam Taubkin volta-se à extensa família dos sopros cultivados no Brasil. Projeto de fôlego como os demais, Um Sopro de Brasil registra em livro, CD e DVD duplo o passado, o presente e o futuro da música brasileira (popular e de concerto) feita por grandes instrumentistas. O projeto demorou três anos para ficar pronto e foi sendo construído aos poucos até culminar, em novembro de 2004, na gravação dos shows coletivos que reuniram os maiores sopristas brasileiros. 

Esse kit da arte musical em forma de sopros chegou há pouco às lojas. Um Sopro de Brasil é a sétima edição de um projeto maior, o Memória Brasileira, resgate e documentação das tradições musicais nacionais que Myriam Taubkin, ex-cantora, iniciou há quase 20 anos, quando ela trabalhou no Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo. Para a nova empreitada, Myriam contou com a co-produção de Morris Picciotto e do irmão Benjamin Taubkin, que está lançando os discos pelo selo dele, o Núcleo Contemporâneo. Os shows coletivos reuniram 250 músicos no Sesc Pinheiros, gravados para o DVD duplo e três CDs (na caixa por ora, só o primeiro com 11 faixas). 

Na segunda parte dos shows (no DVD 2), estão os grandes mestres vivos em depoimentos inéditos de Moacir Santos (relembrando que ainda garoto, ouviu o sax barítono de Gerry Mulligan e quis imitar-lhe "o som aveludado"), o trombonista Raul de Souza e Severino Araújo (da longeva Orquestra Tabajara). Os grandes mestres falecidos estão contemplados tanto em cenas dos extras dos dois vídeos quanto na parte histórica do livro, retratando nomes como Patápio Silva, Joaquim Callado, Bonfiglio de Oliveira, Anacleto de Medeiros, Pixinguinha e muitos outros. Ainda sobre mestres vivos, ganharam destaques nos shows o flautista chorão Altamiro Carrilho, o gaitista Maurício Einhorn e o saxofonista/clarinetista Paulo Moura. www.projetomemoriabrasileira.com.br

Um Sopro de Brasil
Vários artistas
Gravadora: Núcleo Contemporâneo
Preço médio: R$ 120,00 (kit completo)

Wednesday, August 16, 2006

Giorgio Morandi - Itália


Giorgio Morandi e a Natureza-Morta na Itália


Mostra apresenta 32 naturezas-mortas italianas do artista, na Estação Pinacoteca. Além de Morandi, a mostra apresenta trabalhos de alguns dos seus mais importantes contemporâneos, como Giorgio de Chirico e Carlos Carrà. São 32 obras que tem como tema central a natureza-morta. Giorgio Morandi pintou mais de mil quadros e gravou uma longa série de ladrilhos. As suas paisagens e naturezas-mortas compreendem não somente objetos, mas também representações de flores, garrafas, caixas e luzes.


SERVIÇO

Local: Estação Pinacoteca
Preço(s): R$ 4,00; Grátis aos sábados.
Data(s): De 4 de agosto a 10 de setembro.
Horário(s): terça a domingo, 10h às 18h.

Tuesday, August 15, 2006

Kenichi Kaneko, exposição


Exposição traz 150 obras da produção recente do artista


Remanescente do Grupo Seibi, fundado por artistas japoneses como Tomie Ohtake e Manabu Mabe, o ator e artista plástico Kenichi Kaneko mostra sua produção mais recente em pinturas, gravuras e desenhos no Centro Brasileiro Britânico. 

Promovida pela Cultura Inglesa, a exposição reúne 150 obras, a maioria resultado da produção de 2005 e 2006. Há ainda 50 trabalhos, que remontam aos anos 80 e 90. Entre as obras mais recentes estão as seis aquarelas da série Aplauso, inspiradas nos torcedores da Copa do Mundo e nas cenas do submundo dos presídios paulistas. [Leia mais sobre exposição e , envie seu evento cultural para Revista Formas&Meios www.formasemeios.blogs.sapo.pt
SERVIÇO

Local: Centro Brasileiro Britânico
Preço: Grátis.
Data: De 1° a 26 de agosto.
Horário: segunda a sexta, 10h às 19h;
Sábado, domingo e feriados, 10h às 16h.

Thursday, August 10, 2006

Cinquentenário de Brecht


50 anos da morte do dramaturgo alemão é lembrado em todo o Brasil


Peças, seminários, debates, palestras e shows estão na pauta das comemorações dos 50 anos de morte do escritor, por sua importante contribuição ao mundo da dramaturgia. O dramaturgo alemão entrou para a história do teatro e da luta contra a opressão.

No próximo dia 14 de agosto, comemora-se o cinquentenário da morte de Bertold Brecht. Mas desde o dia 9 de agosto, que uma série de estréias de peças, shows de música de seus espetáculos, seminários, workshops e debates marcam a data em todo o Brasil. Ugen Friedrich Bertolt Brecht nasceu em 10 de fevereiro de 1898 em Augsburgo, Baviera, Alemanha. Em 1913 começou sua produção literária, ainda na escola. Escrita em 1918 e encenada em 1923, Baal é considerada a primeira grande peça do dramaturgo e poeta na fase inicial de sua obra. A partir da peça Um homem é um homem (1926), Brecht começa a se interessar pelo estudo do marxismo e a aplicação no campo estético. No final dos anos 30, ele começa a teorizar sobre o teatro épico como de superação da forma dramática. 

Com a ascensão de Adolf Hitler e a Segunda Guerra Mundial, Brecht partiu para o exílio em países da Europa e acabou por fixar-se nos Estados Unidos, onde foi perseguido pelo movimento anti-comunista conhecido como Macarthismo. Retornou à Alemanha em 1945 e trabalhou em seu teatro, o Berliner Ensemble, nos últimos oito anos de vida, até falecer em 14 de agosto de 1956. Sua obra teatral abrange 50 peças, dentre as quais se destacam Mãe Coragem, Galileu, Galilei, Santa Joana dos Matadouros e O círculo de giz caucasiano, que trata da questão da disputa pela terra e que estréia no dia 09, no CCBB-Rio, com a Companhia do Latão e fica em cartaz até 24 de setembro. Círculo de Giz, que teve tradução do escritor Manuel Bandeira, escrita no final da Segunda Guerra Mundial, durante o exílio de Brecht nos EUA, tem nova releitura também no CCBB carioca. O espetáculo conta com participação do grupo Filhos da Mãe Terra, formado por crianças e adolescentes do Movimento dos Sem-Terra. O legado artístico de Bertolt Brecht em relação ao Brasil atual”, pontua o diretor do espetáculo Sérgio de Carvalho.

UNIVERSO MUSICAL DAS PEÇAS DE BRECHT COM CIDA MOREIRA

A maior cantora de Brecht do Brasil, Cida Moreira começou sua carreira no teatro. Em 1977 estreou na peça “A Farsa da Noiva Bombardeada”, de Alcides Nogueira e, no ano seguinte, foi convidada a fazer parte do grupo Ornitorrinco, então dirigido por Luiz Roberto Galizia, Cacá Rosset e Maria Alice Vergueiro. O espetáculo O Teatro do Ornitorrinco Canta Brecht e Weill foi início para sua carreira na música e abriu as portas para que Cida seguisse com seus trabalhos com a poesia de Bertold Brecht e a música de Kurt Weill.

SERVIÇOS:
As palestras acontecem em São Paulo nos dias 18 a 21 de setembro, em Brasília no dia 22 de setembro, em Salvador, 25 de setembro e no Recife, em 27 de setembro.

1) O círculo de giz caucasiano
Bertolt Brecht, com a Companhia do Latão.
Estréia dia 9 de agosto, às 19h, no Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Primeiro de Março, 66. Centro – RJ. Tel. Tel (21) 3808.2020. Ingressos: R$ 10,00. De quarta a domingo às 19h. Duração: 2h40. Temporada: De 10 de agosto a 24 de setembro. Classificação etária: 16 anos.

2) Cida Moreira - Aos Que Estão Por Vir – Um Concerto Cabaret
Tom Jazz - Avenida Angélica nº 2331 – Higienópolis - (11) 3255-3635
11 e 12 de agosto - 22h - de R$ 30,00 a R$ 50,00


3) Na Selva das Cidades
São Paulo - 1º,2,3 de setembro (sexta a domingo) - sexta e sábado, 21 horas, domingo 19 horas. Teatro SESC Pinheiros - R. Paes Leme , 195 - Pinheiros - Telefone: 11 3095-9400
Santos (ou Ribeirão Preto) - 8 e 9 de setembro - sexta e sábado - Teatro SESC

Salvador - 12 e 13 de setembro - terça e quarta. Teatro Vila Velha - Avenida Sete de Setembro s\n – Passeio Público - Telefone: 71 3336-1384.
Workshop - Teatro Vila Velha: 11 de setembro - segunda

Guaramiranga - (XIII Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga)
15 de setembro – sexta - Teatro Municipal Rachel de Queiroz

Fortaleza - 16 de setembro – sábado - Theatro José de Alencar - Praça José de Alencar s/n - Centro - 85 252-2324
Workshop - SESC Fortaleza: 19 de setembro - terça

Brasília - (Cena Contemporânea - Festival Internacional de Teatro de Brasília) - 21 e 22 de setembro - quinta e sexta - Teatro Nacional - Sala Martins Penna. Workshop - Festival Cena Contemporânea: 21 de setembro - quinta.

Di Cavalcanti: vida e obra


Emiliano Di Cavalcanti nasceu em 6 de setembro de 1897, no Rio de Janeiro, na casa de José do Patrocínio, que era casado com uma tia do futuro pintor. Quando seu pai morre em 1914, Di obriga-se a trabalhar e faz ilustrações para a Revista Fon-Fon. Em 1917 transferindo-se para São Paulo ingressa na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.


Entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 idealiza e organiza a Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo, cria para essa ocasião as peças promocionais do evento: catálogo e programa. Faz sua primeira viagem à Europa em 1923, permanecendo em Paris até 1925. Freqüenta a Academia Ranson. Expõe em diversas cidades: Londres, Berlim, Bruxelas, Amsterdan e Paris. Conhece Picasso, Léger, Matisse, Eric Satie, Jean Cocteau e outros intelectuais franceses. Retorna ao Brasil em 1926 e ingressa no Partido Comunista. Segue fazendo ilustrações. 

Então, faz nova viagem a Paris e cria os painéis de decoração do Teatro João Caetano no Rio de Janeiro. Os anos 30 encontram um Di Cavalcanti imerso em dúvidas quanto a sua liberdade como homem, artista e dogmas partidários. Inicia suas participações em exposições coletivas, salões nacionais e internacionais como a International Art Center em Nova Iorque. Em 1932, funda em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos. Sofre sua primeira prisão em 1932 durante a Revolução Paulista. Casa-se com a pintora Noêmia Mourão. Publica o álbum A Realidade Brasileira, série de doze desenhos satirizando o militarismo da época. Em Paris, em 1938, trabalha na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. 

Viaja ao Recife e Lisboa onde expõe no salão “O Século” quando retorna é preso novamente no Rio de Janeiro. Em 1936 esconde-se na Ilha de Paquetá e é preso com Noêmia. Libertado por amigos, seguem para Paris, lá permanecendo até 1940. Em 1937 recebe medalha de ouro com a decoração do Pavilhão da Companhia Franco-Brasileira, na Exposição de Arte Técnica, em Paris. Com a iminência da Segunda Guerra deixa Paris. Retorna ao Brasil, fixando-se em São Paulo. Um lote de mais de quarenta obras despachadas da Europa não chegam ao destino, extraviam-se. Passa a combater abertamente o abstracionismo através de conferências e artigos. 

Viaja para o Uruguai e Argentina, expondo em Buenos Aires. Conhece Zuíla, que se torna uma de suas modelos preferidas. Em 1946 retorna à Paris em busca dos quadros desaparecidos, nesse mesmo ano expõe no Rio de Janeiro, na Associação Brasileira de Imprensa. Ilustra livros de Vinícius de Morais, Álvares de Azevedo e Jorge Amado. Em 1947 entra em crise com Noêmia Mourão - "uma personalidade que se basta, uma artista, e de temperamento muito complicado...". Participa com Anita Malfatti e Lasar Segall do júri de premiação de pintura do Grupo dos 19. Segue criticando o abstracionismo. Expõe na Cidade do México em 1949.

É convidado e participa da I Bienal de São Paulo, 1951. Faz uma doação generosa ao Museu de Arte Moderna de São Paulo, constituída de mais de quinhentos desenhos. Beryl Tucker Gilman passa a ser sua companheira. Nega-se a participar da Bienal de Veneza. Recebe a láurea de melhor pintor nacional na II Bienal de São Paulo, prêmio dividido com Alfredo Volpi. Em 1954 o MAM, Rio de Janeiro, realiza exposição retrospectivas de seus trabalhos. Faz novas exposições na Bacia do Prata, retornando à Montevidéu e Buenos Aires. Publica Viagem de minha vida. 1956 é o ano de sua participação na Bienal de Veneza e recebe o I Prêmio da Mostra Internacional de Arte Sacra de Trieste. Adota Elizabeth, filha de Beryl. Seus trabalhos fazem parte de exposição itinerante por países europeus. Recebe proposta de Oscar Niemayer para a criação de imagens para tapeçaria a ser instalada no Palácio da Alvorada também pinta as estações para a Via-sacra da catedral de Brasília. Ganha Sala Especial na Bienal Interamericana do México, recebendo Medalha de Ouro. 

Torna-se artista exclusivo da Petite Galerie, Rio de Janeiro. Viagem a Paris e Moscou. Participa da Exposição de Maio, em Paris, com a tela Tempestade. Participa com Sala Especial na VII Bienal de São Paulo. Recebe indicação do presidente João Goulart para ser adido cultural na França, embarca para Paris e não assume por causa do golpe de 1964. Vive em Paris com Ivette Bahia Rocha, apelidada de Divina. Lança novo livro, Reminiscências líricas de um perfeito carioca e desenha jóias para Lucien Joaillier. Em 1966 seus trabalhos desaparecidos no início da deácada de 40 são localizados nos porões da Embaixada brasileira. Candidata-se a uma vaga na Academia Brasileira de Letras, mas não se elege. Seu cinquentenário artístico é comemorado. modelo Marina Montini é a musa da década. Em 1971 o Museu de Arte Moderna de São Paulo organiza retrospectiva de sua obra e recebe prêmio da Associação Brasileira de Críticos de Arte. 

Comemora seus 75 anos no Rio de Janeiro, em seu apartamento do Catete. A Universidade Federal da Bahia outorga-lhe o título de Doutor Honoris Causa. Faz exposição de obras recentes na Bolsa de Arte e sua pintura Cinco Moças de Guaratinguetá é reproduzido em selo. Falece no Rio de Janeiro em 26 de Outubro de 1976. [Francisco Martins].

[Leia mais sobre artes plásticas no blog do jornalista Francisco Martins / em www.formasemeios.blogs.sapo.pt

Museu do Prado


O Museu do Prado é o mais importante museu de Espanha e um dos mais importantes da Europa e do Mundo. Apresentando belas e preciosas obras de arte, o museu localiza-se em Madrid e foi mandado construir por Carlos III. As obras de construção prolongaram-se por muitos anos, tendo sido inaugurado somente no reinado de Fernando VII.


História do Museu

Quando o rei Carlos III regressou de Nápoles à sua cidade natal, apercebeu-se de que Madrid não havia melhorado em nada desde que de lá tinha saído: Madrid continuava aquele lugar que, convertido repentinamente em capital por obra e graça de Filipe II de Espanha, cresceu precipitada e desordenadamente e de um modo pouco consistente. Decidiu assim encarregar Juan de Villanueva, o arquitecto real, de projectar um edifício destinado às Ciências e que pudesse albergar o Gabinete de História Natural. 

Tal foi o culminar da carreira artística de Juan de Villanueva, sendo esta a maior e mais ambiciosa obra do neoclassicismo espanhol. Com a construção deste edifício, concebido como uma operação urbanística de elevados custos, o rei Carlos III pretendia dotar a capital do seu reino com um espaço urbano e monumental, como os que abundavam nas restantes capitais européias. As obras de construção do museu prolongaram-se por muitos anos, ao largo de todo o reinado de Carlos IV. Porém, a chegada dos franceses a Espanha e a Guerra da Independência, interromperam-nas. Foi então utilizado para fins militares, tendo-se aqui estabelecido um quartel militar. Neste momento começou a deterioração do edifício, que se notava cada vez mais, à medida que os anos avançavam.

Nobres irritados

Aborrecidos, Fernando VII e a sua esposa, Maria Isabel de Bragança, puseram fim a tal situação, impedindo que o museu chegasse à ruína total e recuperando-o. Isabel foi a grande impulsionadora deste projecto e é a ela que se deve o êxito final, mesmo que não tenha vivido para saboreá-lo, pois morreu um ano antes da grande inauguração do museu, a 19 de Novembro de 1819. Contendo colecções de pintura e escultura (e entre outros), provenientes das colecções reais e da nobreza, o museu detinha, aquando da sua inauguração, cerca de 311 obras de arte. Foi, pois, um dos primeiros museus públicos de toda a Europa e o primeiro de Espanha, fazendo assim notar a sua função recreativa e educacional.

No final do século XIX, mais precisamente em 1872, todo o acervo do Museu da Trindade foi doado ao Prado. As obras, de temática religiosa, eram na maioria expropriações dos bens eclesiásticos, como forma de amortização das dívidas do clero para com o reino. Desde a fusão dos dois museus, o acervo foi ampliado com muitas outras obras de arte, por doações, heranças e novas aquisições. Em 2006, teve lugar no Prado uma das mais importantes exposições de toda a história do museu: Furtuny, Madrazo, Rico - Legado de Ramón de Errazu. Esta exposição reúne importantes obras dos famosos pintores oitocentistas Mariano Furtuny, Raimundo de Madrazo y Garreta e de Martín Rico.

Tuesday, August 08, 2006

SESI: Festival Bonecos do Mundo


Sesi apresenta Festival de bonecos em 35 apresentações gratuitas


De fios, panos ou luvas os bonecos vão invadir a cidade partir de terça-feira 8, até dia 13, A mostra Sesi Bonecos do Brasil e do Mundo reúne 17 grupos de teatro de bonecos, 12 nacionais e cinco internacionais, em 35 apresentações com entrada franca.

Esta é a terceira edição do festival, que já aconteceu no Nordeste e no Centro-Oeste do país e chega pela primeira vez à cidade, as exibições acontecem no Teatro Popular do Sesi e na praça da Paz, no parque Ibirapuera. O grupo russo Teatro Tenj leva ao Sesi na terça sua técnica de teatro de sombras. Com música ao vivo, o espetáculo "Metamorfoses" apresenta o trabalho de um pintor que cria quadros, enquanto eles se transformam diante do público. No próximo final de semana,os espetáculos se concentram no Ibirapuera, com grupos como Sobrevento, Cia. da Tribo e o Mestre Waldeck de Garanhuns. Há também atrações mais voltadas para os pais, como o espetáculo japonês "Kiyohime Mandara", do grupo Dondoro (dia 13), e peça "Melodrama", vinda de Barcelona, na Espanha (quarta e dia 12), que usa como técnicas fantoche, fios e sombras.

Sesi
Quando: Ter. a qui.: 20h e 21h30.
Onde: Centro Cultural Fiesp -
teatro Popular do Sesi (av. Paulista, 1.313
Bela Vista, região central, tel. 3146-7405)
Quanto: Únicas apresentações
Retirar ingressos com três horas de antecedência.

Thursday, August 03, 2006

Livro sobre Vicente Celestino



Responsável pela publicação do livro, o professor de canto José Spintto – com quem Gilda de Abreu se casou anos depois da morte de Vicente – foi uma das grandes atrações do evento. Emocionado, dirigiu-se aos convidados narrando episódios marcantes da vida de Celestino, rememorando suas canções. Ágil no teclado, revelou-se dono de grandes dotes vocais, uma excelente memória e um especial talento para a dramatização de acontecimentos que envolveram a vida do casal. Recebida com muito entusiasmo, Inezita Barroso – cantora e apresentadora do programa Viola minha Viola, da TV Cultura – destacou na ocasião a importância do trabalho e da atuação de Vicente Celestino na música popular brasileira.

 “As novas gerações precisam conhecer esse grande cantor” – afirmou Inezita. Salomão Ésper, da Rádio Bandeirantes, destacou em público a grande popularidade de Celestino em São Paulo – o cantor lotava cinemas e teatros, sempre atraindo grandes multidões. Para Flávio Machado, editor e diretor da Butterfly Editora, responsável pelo projeto editorial e gráfico de Minha vida com Vicente Celestino, “nesta noite inesquecível realizamos um sonho: resgatar a memória de um grande cantor, um verdadeiro expoente da nossa música popular, arrancando do anonimato o depoimento de alguém que o conheceu melhor do que ninguém – Gilda de Abreu, sua esposa por trinta e cinco anos”. Para Machado, “nada acontece ao acaso – ao manusear o original pela primeira vez, senti de imediato a importância desse depoimento emocionado, ao mesmo tempo um retrato fiel de uma época onde havia mais romantismo e esperança”. [Na foto, Flávio Machado e esposa com Inezita Barrozo]

Tuesday, August 01, 2006

CLÓVIS BEVILÁCQUA


Nascido a 4 de outubro de 1859, em viçosa, no Estado do Ceará, este Oriundi tornou-se um dos maiores juristas brasileiros de todos os tempos.

Por ironia, seu território natal ávido e seco aguçou a sensibilidade de Bevilácqua, que logo deixou de exercer a função de promotor público na cidade de Alcântara, no Maranhão. Filho de um comerciante e deputado, que nas horas vagas fazia pequenas cirurgias e extraía dentes, Bevilácqua (aquele que bebe água), iniciou-se nas letras com um mestre-escola na sua Cidade natal. Francês e latim o pai lhe ensinou. 

Aos 19 anos, ele ingressou na Faculdade de Direito do Recife e custeava a pensão onde residia dando aulas num colégio primário. Aos 23 anos formou-se em Direito e aventurou-se como promotor da comarca de Alcântara / MA. Logo percebeu a incompatibilidade do cargo e fez as malas e voltou para o Recife, onde em 1884, foi nomeado bibliotecário e em 1889, tornou-se professor de Filosofia da Faculdade de Direito. Beviláquia alcançou o primeiro lugar no concurso público para o preenchimento da vaga, mas seus ideais republicanos quase puseram a perder a promissora carreira. Um ministro de Estado do Império tentou convencer Dom Pedro II de que o candidato que tirara o 2º lugar, Virgínio Marques, era mais bem capacitado. 

O soberano pediu para ver as provas, as leu e concluiu que a de Beviláqua era superior. O ministro argumentou que a prova oral de Marques sobrepujara à de Beviláqua. Dom Pedro II não duvidou, mas disse que nada melhor do que uma explanação por escrito para demonstrar o verdadeiro valor de cada candidato. Por fim, sussurraram no ouvido de sua alteza que Beviláqua era republicano, mas Dom Pedro II fingiu que não ouviu e confirmou a nomeação.

Rui Barbosa questiona sua inteligência

Logo depois proclamou-se a república, e à essa altura ele já era famoso por seus artigos publicados na imprensa. Foi eleito duas vezes deputado na Assembléia Constituinte do Ceará. No dia 25 de janeiro de 1899 recebera uma carta sigilosa de Epitácio Pessoa, então ministro da justiça do Presidente Campos Sales, que convidava-o para elaborar o anteprojeto do código civil. “Quer por sua competência e patriotismo a serviço dessa grande causa?” perguntou Pessoa. Bevilácqua aceitou a proposta”. A indicação de seu nome gerou polêmica. Rui Barbosa questionou a competência do colega. “Bevilácqua não tem inteligência, tem desdém pela boa linguagem”. Falta-lhe um requisito primário, essencial (...) a vernaculidade, a casta correção do escrever” disse Rui Barbosa. Beviláqua não deu ouvidos às críticas e partiu para o Rio de Janeiro. Em outubro de 1889, os manuscritos estavam prontos. 

Até ser promulgado, a 1º de janeiro de 1916 pelo Presidente Venceslau Brás. Entretanto, foram 62 reuniões antes de fixar a redação final em 1900. Ao ser enviado para a apreciação do senado, onde o esperava Rui Barbosa. Em 1902, como relator do projeto, Barbosa ofereceu um parecer de 500 páginas, apresentou um sem-número de emendas de redação sobre os dois mil artigos do código, corrigindo nuances gramaticais. A polêmica envolvendo os juristas tomou conta das ruas, cafés, salões e rodas literárias. Bevilácqua chegou a escrever um livro de 558 páginas, em 1905, para defender o seu anteprojeto. 

Ao final, o Código Civil foi aprovado com 1027 emendas. Como pagamento recebeu 100 contos de réis e, gastou com jóias para a mulher e as duas filhas. Para azar, foram roubadas por uma empregada. “Se levou as jóias é porque precisava”, sentenciou Beviláqua. Beviláqua residia num casarão na Tijuca, acordava sempre às quatro e meia da manhã para entreter-se com os 20 mil volumes de sua biblioteca. Quando morreu, a 26 de julho de 1944, de parada cardíaca, estava aposentado do cargo de consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores. Ele cobrava pareceres jurídicos apenas daqueles mais abastados. Por isso, o autor do Código Civil, nunca conheceu a Europa porque não queria abandonar nem por um breve período de tempo sua biblioteca. Faleceu pobre. Considerava-se um aprendiz. [Francisco Martins]

Aston Martin: o inglês do Aagente 007













Ao fim da II Guerra Mundial, a maioria das fábricas de automóveis européias estavam praticamente falidas. Entre elas, a Aston Martin. Em 1947, o jovem empresário inglês David Brown, fabricante de tratores e caixas de câmbio que levavam o seu nome, assume o controle da Aston Martin e da Lagonda, após visitar os Estados Unidos e vislumbrar que seu potencial mercado para automóveis esportivos seria uma mina de ouro em poucos anos. E ele estava certo. Brown também foi um dos primeiros a considerar as competições o melhor meio de promover seus modelos. O feioso, porém eficiente Atom foi o primeiro esportivo pós-guerra, cuja variação de competição deu origem ao primeiro modelo da série que tem as iniciais de seu criador, o DB1 de 1948. Dois anos depois, o DB2, já com motor de 6 cilindros em linha, elevou a marca a uma importância nunca antes atingido por qualquer esportivo inglês. O surgimento do Aston Martin DB Mk III de 1957, ocorreu devido a uma transição entre o DB2 e o DB3 de competição. Já os 551, modelos fabricados apenas 84 unidades eram conversíveis. Foi uma antecipação do fenômenal Aston Martin DB4.

Luxo na parte interior

Qualquer fã dos filmes do agente secreto 007, identificará facilmente este conversível como sendo um Aston Martin, já que ele é muito parecido com o modelo DB5 1963 utilizado pelo espião em “Goldfinger”. A grade frontal mais pronunciada e os faróis verticais, além da traseira arredondada, mostram bem as diferenças de poucos anos de evolução. Mas o DB Mk III tem origem mais pura, apesar de antecipar o estilo italiano que seria adotado nas versões subseqüentes. O interior confirma o estilo inglês, acabamento apuradíssimo, painel de instrumentos sóbrio e posição ao dirigir praticamente perfeita. A área reservada aos instrumentos, que traz como destaque conta-giros e velocímetro, tem o mesmo formato da grade dianteira do veículo, criando, após este modelo, uma forte identidade, além de um elegante relógio de horas analógico. O motor do DB Mk III é um eficiente 6 cilindros em linha de 2922 cm3 feito pela Bentley, com dois comandos de válvulas no cabeçote e 178 cv. Seu funcionamento é sublime, com torque abundante desde as mais baixas rotações.

Freios Girling

O câmbio utilizado de 4 marchas, fabricado pelo próprio David Brown, tem uma caixa overdrive eletroidráulica auxiliar que entra em funcionamento apenas com a 4a marcha engrenada. Os coletores de escapamento de duas saídas são os responsáveis pela excelente sonorização desse motor, algo que já seduzia os adeptos de esportivos da época. Para equipar o Mk III, David Brown utilizou o que melhor dispunha de sua experiência em competições. Os freios a disco Girling nas rodas dianteiras, algo que nenhum concorrente tinha, vieram do DB3S de pista, assim como o motor. 

Este, no entanto, ainda mantinha o bloco de ferro, que só foi substituído pelo de alumínio um ano depois, na versão DB4.Muito valioso nos dias de hoje, em sua época o Aston Martin DB Mk III já era um modelo caro. Custando 2 300 libras, seus concorrentes eram o Jaguar XK 150, que saía por apenas 1 175 libras, o Alvis, de 1 995 libras e o Porsche 356 A Carrera, por 2 220 libras. Acima do Aston Martin estavam apenas o BMW 507 V8, (3 100 libras), e o Ferrari 250 GT, cujo preço chegava a 6 500 libras. Atualmente, o DB Mk III conversível não é o mais valioso dos Aston Martin, valendo cerca de 85 000 euros, já que seu descendente DB4 GT Cupê é cotado a 250. 000 euros. Porém, faria bonito em qualquer coleção. [Leia mais sobre antigomobilismo em Revista Formas&Meios www.formasemeios.blogs.sapo.pt

Exposição: Craigie Horsfiled

Craigie Horsfield, depois da sua passagem pelo Jeu de Paume, em Paris, chega a Lisboa uma exposição do fotógrafo britânico Craigie Horsfield. São fotografias a preto e branco de grande escala feitas ao longo dos últimos 30 anos.

Até 24 de Setembro no Centro de Arte Moderna. Para além de uma série de imagens caracterizadas por um preto e branco muito escuro e denso, pelo qual Horsfield é muito conhecido, este autor também apresenta uma instalação vídeo. Fonte: PUBLICO.PT

LOCAL
Lisboa, Centro de Arte Moderna
José de Azeredo Perdigão -
R. Dr. Nicolau Bettencourt

HORARIOS
De 25-07-2006 a 24-09-2006
Terça a domingo das 10h00 às 18h00