Pages

Wednesday, April 22, 2026

O Mercador de Veneza, com Dan Stulbach

 SÃO PAULO - SP - A trama acompanha Antônio, um mercador que contrai uma dívida com o agiota Shylock para ajudar seu amigo Bassânio. Como garantia, Antônio aceita dar libra de sua própria carne. Com o não pagamento da dívida, o contrato desencadeia um julgamento dramático, colocando em pauta temas como justiça e preconceito. 


A MONTAGEM

Sob a direção de Daniela Stirbulov, “O Mercador de Veneza” se desloca da Itália do século 16 para um cenário contemporâneo, em que questões como o antissemitismo, o preconceito racial, e as guerras motivadas pelo lucro e pelo capital ganham mais potência frente à narrativa. O agiota Shylock é alçado a protagonista nesta montagem, que busca narrar a história a partir de seu ponto de vista.

Peça traz Dan Stulbach, Augusto Pompeo, Amaurih Oliveira, Cesar Baccan, Gabriela Westphal, Júnior Cabral, Marcelo Diaz, Marcelo Ullmann, Marisol Marcondes, Rebeca Oliveira, Renato Caldas e Thiago Sak. 

MAIS

Tuesday, April 07, 2026

Edital Brasil / Uruguai

 MinC e Ancine anunciam nova edição do Edital de Coprodução Cinematográfica com o Uruguai 


Foto: Freepik


Ministério da Cultura - MinC e a Ancine anunciaram, nesta quarta-feira, 1º de abril, o lançamento da CHAMADA PÚBLICA BRDE/FSA COPRODUÇÃO BRASIL–URUGUAI 2026. O Edital destina-se à seleção de propostas de produção independente de longas-metragens nas modalidades ficção, documentário e animação, realizadas em regime de coprodução internacional com o Uruguai.

As propostas com destinação inicial para o mercado de salas de cinema devem ser apresentadas por produtoras brasileiras independentes que participem do projeto na condição de coprodutoras minoritárias.

Os valores disponibilizados somam R$ 1,05 milhão, em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual - FSA.

Simultaneamente, a Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual do Uruguai - ACAU lança processo seletivo equivalente, voltado a projetos em que a participação minoritária seja uruguaia.

As propostas serão avaliadas por uma comissão binacional composta por servidores da Ancine e da ACAU, e por profissionais do setor audiovisual.

Os documentos da CHAMADA PÚBLICA BRDE/FSA - COPRODUÇÃO BRASIL-URUGUAI 2026 e seus anexos estão disponíveis no endereço eletrônico www.brde.com.br/fsa.

As inscrições para esta terceira edição da parceria Brasil–Uruguai estarão abertas de 16 de abril a 25 de maio de 2026. (Fontes: MinC e Ancine). 

Monday, March 23, 2026

Adeus Juca de Oliveira

O ator estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 13 de março por causa de uma pneumonia e de uma condição cardiológica. Veio a falecer em 21 de març,  em São Paulo, aos 9 anos. 

Foto: instagram do artista
 

Nascido José Juca de Oliveira Santos, no dia 16 de março de 1935, em São Roque, interior de São Paulo, deu início a carreira no teatro nos anos 1950.

 

No total, participou de mais de 30 novelas e minisséries, além de ter integrado o elenco de mais de dez longas-metragens e 60 peças de teatro, incluindo aquelas em que trabalhou como autor. Seu papel mais marcante na TV foi na novela "O Clone", de Glória Perez. Ele interpretou o médico geneticista Doutor Albieri, responsável pela produção de um clone humano.

 

O estudante

 

Antes do teatro, Juca chegou a cursar a faculdade de Direito na Universidade de São Paulo (USP) e a trabalhar em um banco. No entanto, a veia teatral falou mais alto e ele decidiu largar o emprego e trancar a faculdade para focar no seu desenvolvimento na Escola de Arte Dramática.

 

Ainda na década de 1950, fez parte do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), tendo contracenado com nomes como Aracy Balabanian e encenado peças como “A Semente”, de Gianfrancesco Guarnieri, e “A Morte do Caixeiro Viajante”, de Arthur Miller.

Nos anos 1960, em parceria com Guarnieri, Augusto Boal, Paulo José e Flávio Império, comprou o Teatro de Arena, uma referência da cultura brasileira em meio à ditadura militar. Juca, que também era ligado ao Partido Comunista Brasileiro, acabou sendo perseguido pelo Estado brasileiro e se exilou na Bolívia. (David Sanche / Fram Martins). 

Wednesday, March 11, 2026

‘Minha Estrela Dalva’

Escrito e estrelado por Renato Borghi, musical em homenagem à Dalva de Oliveira estreia em SP com Soraya Ravenle no papel da diva. Peça entrará em temporada no Teatro do SESI-SP. 


O espetáculo estreia dia 28 de março e traça a linda relação de Borghi com a estrela da era de ouro do rádio antes e depois de conhecê-la. A entrada é gratuita.


‘Minha Estrela Dalva’ não é uma biografia, é um encontro impossível. Em cena, o ator e dramaturgo Renato Borghi invade o camarim de sua musa, Dalva de Oliveira, para realizar um sonho que a vida interrompeu: propor a ela um espetáculo revolucionário onde a “rainha da voz” cantaria as canções de Bertolt Brecht e Kurt Weill. 

Neste “delírio documentado”, passado e presente se fundem sob a direção artística de Elias Andreato e Elcio Nogueira Seixas — que também sobe ao palco para dar vida ao Renato jovem. Borghi, interpretando a si mesmo, dialoga com uma Dalva no auge de sua glória e vulnerabilidade, vivida pela premiada atriz Soraya Ravenle. Ao lado deles, o ator Ivan Vellame dá vida aos amores tempestuosos que marcaram a história da cantora, ampliando o olhar sobre sua trajetória pessoal. 

A encenação ganha vida através dos arranjos e da direção musical de William Guedes, que conduz a sonoridade afetiva do espetáculo. Em cena, os corpos dos atores se movem sob a delicada direção de Roberto Alencar e Irupe Sarmiento. A atmosfera visual — criada pelo cenário monumental de Márcia Moon, pela iluminação ao mesmo tempo onírica e brutal de Wagner Pinto e pelos figurinos glamourosos de Fábio Namatame — constrói um universo onde o esplendor das rádios dos anos 1950 encontra a crueza do teatro épico de Brecht, revelando a mulher por trás do mito e o fã por trás do ator.

‘Minha Estrela Dalva’ 

Temporada: 28 de março a 12 de julho  | quinta a sábado, 20h; domingo, 19h 

Centro Cultural Fiesp | Teatro do SESI-SP – Avenida Paulista, 1.313 (em frente à estação Trianon-Masp do metrô) 

Classificação etária: 14 anos 

Duração: 90 minutos 

INGRESSOS GRATUITOS

Tuesday, March 10, 2026

Luciana Arrighi: primeiro Oscar brasileiro

Nossa memória é um tanto curta. Mas, uma brasileira de nome Luciana Arrighi, já trouxe uma estatueta para o País. Claro, de Melhor Direção de Arte, mas é um Oscar. A Fernanda Torres, Pouca gente sabe, mas uma brasileira já venceu um oscar. Enquanto brasileiros vivem a expectativa pelo anúncio dos vencedores do Oscar 2025, no qual a atriz Fernanda Torres concorreu, e venceu, ao prêmio de melhor atriz pelo filme "Ainda estou aqui". Portanto, ambas, Ferananda e Luciana Arrighi já tem consigo uma estatueta em em suas salas de troféus.
Nascida no Rio de Janeiro, em 1940, Luciana é filha de um diplomata italiano e de uma australiana. Devido à profissão do pai, a profissional do cinema viajou muito desde criança.
Desde cedo, sua carreira foi direcionada para o mundo das artes visuais e do design de produção. Em 1993, Luciana venceu o Oscar de Melhor Direção de Arte (atualmente Design de Produção) pelo filme "Retorno a Howards End", estrelado por Anthony Hopkins e Emma Thompson.