Friday, October 20, 2017

João Pinto Coelho vence Prêmio LeYa

O escritor português João Pinto Coelho venceu o Prêmio LeYa 2017 com o romance "Os loucos da rua Mazur", foi hoje anunciado.

LISBOA, PORTUGAL - No anúncio do vencedor, hoje, 20, na sede do grupo editorial LeYa, o presidente do júri, Manuel Alegre, afirmou que "Os loucos da rua Mazur" é um romance "bem estruturado, bem escrito, que capta a atenção quer pelo tema, quer pela construção em tempos paralelos". O júri elogiou "as qualidades de efabulação e verosimilhança em episódios de violência brutal com motivações ideológico-políticas e étnico-religiosas" deste romance inédito de João Pinto Coelho. O autor tem já publicado o romance "Perguntem a Sarah Gross", de 2015, que foi finalista do prêmio Leya em 2014. De acordo com o currículo do autor, João Pinto Coelho nasceu em Londres, em 1967, e é licenciado em Arquitetura pela Universidade Técnica de Lisboa.

Em 2009 e 2011 participou em ações do Conselho da Europa, em Auschwitz, na Polónia, tendo juntado alunos portugueses e polacos no projeto “Auschwitz in 1st Person/A Letter to Meir Berkovich”. No ano passado, o júri deliberou por unanimidade não atribuir o prêmio, dada a falta de qualidade das obras apresentadas, repetindo o que sucedera em 2010, a primeira vez em que não foi atribuído o galardão. Em 2015, o vencedor foi "O Coro dos Defuntos", de António Tavares, sucedendo a Afonso Reis Cabral, vencedor da edição de 2014, com "O Meu Irmão". 

O primeiro vencedor do Prêmio Leya, em 2008, foi Murilo Carvalho, com o romance "O Rasto do Jaguar", ao qual se seguiu "O Olho de Hertzog", de João Paulo Borges Coelho. Em 2011, o júri distinguiu o romance "O Teu Rosto Será o Último", de João Ricardo Pedro, em 2012 "Debaixo de Algum Céu", de Nuno Camarneiro e em 2013 "Uma Outra Voz", de Gabriela Ruivo Trindade, a primeira mulher a ser distinguida com este galardão. O Prêmio LeYa é o maior para uma obra inédita escrita em língua portuguesa, no valor monetário de 100 mil euros, e inclui a edição da obra pelo grupo editorial Leya. (Francisco Martins \ sapo.pt). 

10º Seminário Biblioteca Viva

A 10ª edição do Seminário Biblioteca Viva será realizada de 23 a 25 de outubro na capital paulista. O evento que compartilha conhecimentos de experiências em bibliotecas públicas e comunitárias está com inscrições gratuitas abertas neste site. 

Tia Dag
Como já é tradição, o evento conta com profissionais gabaritados do Brasil e de países do exterior, que compartilham experiências adotadas em bibliotecas pelo mundo afora.

Uma das novidades na edição de 2017 é que estão confirmadas as participações do escritor André Vianco e da cartunista Laerte Coutinho, importantes personalidades da literatura brasileira. Vianco vai conversar com a plateia no dia da abertura (23/10), enquanto Laerte fará sua exposição no último dia do evento, 25/10.

Atrações culturais

Na abertura da programação, a bibliotecária Mélanie Archambaud irá relatar experiências e apresentar novas formas de mediação de leitura que acontecem na rede de bibliotecas públicas de Bordeaux, na França. O tema da palestra de Mélanie será aprofundado no curso de imersão, que acontecerá no dia seguinte (24/10), com a participação das especialistas Bianca Santana e Amanda Leal de Oliveira. Outra convidada internacional, a bibliotecária alemã Gabriele Ceseroglu atualmente dirige um projeto de incentivo à leitura em várias línguas na Biblioteca Pública de Colônia, dia 23. 

Sagastizábal também participará de uma mesa-redonda (25/10) com Isabel Santos Mayer, do LiteraSampa, rede que conta com catorze bibliotecas comunitárias e duas escolares, além das parcerias que possui nos territórios em que estão inseridos. 

A conhecida Tia Dag, da Casa do Zezinho, e o escritor Marcos Lopes, do Projeto Sonhar, vão responder no dia 23/10 a seguinte pergunta: Novos territórios da leitura: onde estão? Territórios em conflito, jovens, adolescentes e famílias vulneráveis, educação e oportunidades de leitura fazem parte do desafiador dia a dia desses educadores que atuam na região periférica da capital paulista.

serviço

10º Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias (Seminário Biblioteca Viva)
23 a 25 de outubro de 2017 – das 8h30 às 18h
Centro de Convenções Rebouças – Grande Auditório e Auditório Vermelho
Rua Doutor Enéas Carvalho de Aguiar, 23 – Cerqueira César – São Paulo – SP (Metrô Clínicas)

Wednesday, October 18, 2017

Revelando SP: inscrições abertas para festival cultura paulista

Maior e mais importante festival de cultura tradicional paulista, evento vai acontecer na capital, entre 29 de novembro e 3 de dezembro
Revelando São  Paulo\AgênciaFM

Maior e mais importante festival de cultura tradicional paulista, o Revelando São Paulo vai voltar a ser realizado na capital paulista, entre os dias 29 de novembro e 3 de dezembro.

E as inscrições já estão abertas para expositores interessados em participar do evento no Parque do Trote, na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo. O tema central deste ano é “Festa do Divino”. O local é ímpar para degustar e ter contato com a gastronomia e tradições de várias regiões do Estado.

 É possível fazer as inscrições por meio dos seguintes links, disponíveis para cada categoria: Artesanato, Culinária, Rancho Tropeiro, Grupos, Arranchamento interétnico, Divino e Irmandades.
A edição 2017 trará mostras de artesanato e de culinária tradicional, além do Espaço Cerâmica e o Espaço Brincadeiras de Todos os Tempos, voltado para o público infantil. O Revelando São Paulo é realizado desde 1997 e faz parte da política de preservação e difusão do patrimônio imaterial. Também faz parte da preservação os grupos que promovem as tradições, tanto na capital quanto no interior.

Friday, October 13, 2017

CEU's:144 espaços de cultura no Brasil

Os Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs) – espaços implementados e apoiados financeiramente pelo Ministério da Cultura (MinC) em conjunto com prefeituras municipais desde 2010 – têm introduzido crianças e jovens de territórios de alta vulnerabilidade social no universo das artes em 137 municípios em 23 unidades federativas do País. 

De acordo com pesquisa inédita realizada pelo MinC em 2017, o público infanto-juvenil corresponde a 79% dos frequentadores dos 144 CEUs em funcionamento no Brasil. Em média 368 pessoas por semana participam das atividades programadas dos centros, que incluem oficinas de música, dança, leitura, capoeira, artesanato, informática, vôlei, futebol e skate.

Além de oferecer acesso gratuito a programas e ações culturais, educacionais, socioassistenciais, esportivas e de lazer em um único espaço, os CEUs promovem a ampliação do acesso a direitos sociais, impulsionando a formação de grupos e aumentando as possibilidades de interação, criação de vínculos e troca de saberes. 

Assim, a integração da comunidade também pode ser observada a partir da instalação do centro e do funcionamento de suas atividades. Contribui para essa integração o fato de os centros terem, em sua estrutura física, a marca do livre acesso: o espaço aberto com paredes de vidro possibilita que quem está de fora perceba as atividades e movimentações de dentro e se sinta chamado a interagir. 

Os Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs) ou Praças CEUs fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) no Eixo Comunidade Cidadã. A realização das obras dos centros é feita pelas prefeituras e o MinC faz o monitoramento da execução.

Wednesday, October 11, 2017

MinC: programa Memória do Mundo

O Ministério da Cultura (MinC) designou os 18 integrantes do Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), para um mandato de dois anos. 

Criado em 1992 para incentivar e sensibilizar governos, fundações internacionais e organizações a preservar a memória cultural de seus povos, o programa reúne patrimônio documental dos mais diversos povos e representa boa parte do patrimônio cultural mundial. 

Atualmente, o programa da Unesco conta com a participação de 63 países, divididos em cinco grandes grupos geográficos culturais. O Brasil está no grupo da América Latina e Caribe. O Comitê Nacional do Brasil foi criado em 2004 e tem como objetivo assegurar a preservação das coleções documentais de importância mundial, por meio do registro na lista do patrimônio documental da humanidade. 

Algumas coleções brasileiras já estão inscritas no Memória do Mundo. Entre elas, estão o arquivo arquitetônico de Oscar Niemeyer, os documentos relativos às viagens do Imperador Dom Pedro II no Brasil e no exterior, o arquivo da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, a coleção do Imperador Dom Pedro II de fotografias estrangeiras e brasileiras do século XIX e a rede de informação e contrainformação do regime militar no Brasil (1964-1985). 

Outras coleções e documentos já solicitaram submissão para serem inscritas ao programa, mas ainda estão sob análise. São elas: as apresentações Clamor, do Comitê da Defesa dos Direitos Humanos nos Países do Cone Sul, entre os anos de 1978 e 1991; e a coleção do indigenista Jesco von Puttkamer, que reuniu 40 anos de informações sobre cultura, hábitos e interação ambiental de cerca de 60 povos indígenas da Amazônia.