Friday, February 16, 2007

Profetas de Aleijadinho restaurados


A ação do tempo e o descaso com o patrimônio cultural do País, quase levou ao chão o maior conjunto arquitetônico ao ar livre, as estátuas de os doze profetas.

O programa Monumenta, do Ministério da Cultura, concluiu restauro das doze esculturas Os Profetas de Aleijadinho, em Congonhas (MG). O contrato firmado com a Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais & ndash; CETEC teve valor de R$ 110.380,00, e os trabalhos de recuperação no Adro do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos incluíram a avaliação das condições de conservação das esculturas, treinamento dos trabalhadores e aplicação de produto para a limpeza do conjunto escultório, além de acompanhamento trimestral, sob a coordenação do CETEC em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN e Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. As 12 esculturas em pedra-sabão foram declarados pela Unesco em 1985 como patrimônio da humanidade, e
são consideradas o maior conjunto estatuário barroco do mundo e a grande obra-prima da arte colonial brasileira. As estátuas talhadas em blocos de pedra apresentavam sinais de deterioração causados pela poluição atmosférica e pela ação de agentes biológicos, como fungos e liquens onde foi aplicado um biocida. Para que fosse realizado o restauro, uma pesquisas foi feita juntamente com laboratórios alemães, por dez técnicos brasileiros envolvendo biólogos, geólogos, químicos, engenheiros e restauradores do CETEC, que concluíram ser com biocida o melhor tratamento contra os males que afetavam o monumento..

Os Profetas

Os Profetas são a obra maior de Antônio Francisco Lisboa (1738-1814), o Aleijadinho, que deve o apelido por causa de uma doença degenerativa pela qual fora atacado - provavelmente a hanseníase - que o deformou a partir dos anos 1770. No período em que esculpiu as 12 estátuas de pedra, entre 1795 e 1805, perdera os dentes e os dedos dos pés, o que o obrigava a andar somente de joelhos. Também os dedos das mãos lhe faltavam, e ele talhou os Profetas na pedra-sabão com o martelo e o cinzel amarrados aos punhos por tiras de couro. Os Profetas do Aleijadinho e outros tesouros do barroco mineiro passaram longo tempo no quase-esquecimento. Graças aos modernistas da Semana de 1922 , que cabe o mérito de recuperá-los enquanto obras fundadoras do modo brasileiro de fazer artes plásticas. Fonte: www.cultura.gov.br

Foto reprodução de postal de Maurício Cardim www.mauriciocardim.com

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