No ano em que se comemorou o centenário de morte do escritor cearense José de Alencar (José Martiniano de Alencar) ele foi homenageado com exposição na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo.
A mostra foi uma iniciativa da Secretaria de Cultura tendo outras bibliotecas públicas e colecionadores como colaboradores entre as quais Biblioteca Infanto Juvenil da Cidade, Museu Histórico Nacional e do colecionador Olyntho de Moura e Péricles da Silva Pinheiro.
A mostra foi subdividida por vitrines, abordou a vida e obra do escritor através das doze vitrines: o primeiro módulo chamado Alencar; Cimélios do escritor; O Guarany e sua posteridade; o teatrólogo; o político; o romance histórico; o romance de aventura; o romance urbano; e os "perfis de Mulher" Iracema. Já as vitrines 10 e 11 mostravam Ubirajara: o romance rural, enquanto a número 12 trazia "A Posteridade".
Apresentando um total de 104 itens sobre o escritor e lenda da literatura brasileira, nascido em 1794 e morto em 1860, contou com obras de Frans Post - 1612| 1680 - (paisagem pernambucana óleo sobre tela 44x 59 cm), cenários de "As Minas de Prata" dos romances urbanos e de Sonhos D´ouro. Armas indígenas das viagens de Spix e Von Martius - da coleção " A República', uma litografia de Agostini que fora desenhada na semana da morte do escritor, além de sua máscara mortuária feita em bronze e uma litografia do renomado artista plástico Papf. Uma vitrine alusiva a vida política do escritor também chamou muito atenção.
Outros destaques da exposição foram as estampa do artista francês Debret, cedida pelo colecionador Félix Pacheco intitulada " Voyage Pittoresque'. Outra bela estampa, esta feita por Chambelain sobre os sketches aludidos a " O ermitão da Glória" . Os objetos como cartas ao conselheiro, José Ildefonso, Sousa Ramos, fatos onde o escritor ofertava para Dona Josefina Gondim, ao Atelier Fritz também foram cedidos por Olyntho Moura.
Fechando à mostra, os contatos entre o escritor com a editora Garnier, Itatiaia entre outras. Na capa do catálogo, uma caricatura do escritor, datada de 1865, que foi publicada em uma revista de arte da corte. A exposição aconteceu em 1960. (Francisco Martins).
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