Depois de partir de Ubá com 40 contos de réis de herança e o sonho de se tornar advogado, Ari Evangelista Barroso entregou-se à vida artística no Rio de Janeiro e tornou-se um dos maiores compositores de música popular brasileira. Elogiado desde suas primeiras composições, como os sambas Quando Eu Penso na Bahia, Eu Vou à Penha e Vamos Deixar de Intimidade, consagrou-se com Aquarela do Brasil. Gravada pela primeira vez por Francisco Alves, em 1939, e regravada inúmeras vezes no Brasil e no exterior, a música inaugura o gênero samba-exaltação, que incorpora ritmos até então restritos aos instrumentos de percussão ao acompanhamento musical, como a batida do tamborim ao piano. Órfão aos 8 anos, foi criado pela tia-avó, com quem teve rígidas aulas de piano. Mudando-se para o Rio, com 18 anos, ingressou na Faculdade de Direito. Como estudante, logo imergiu na vida boêmia carioca, tocando em bares e clubes. Já conhecido nas rodas de samba, com a marchinha Dá Nela, ganhou o prêmio de concurso carnavalesco de 1930. Compôs em seguida seus sambas mais inovadores, como Terra Seca, Brasil Moreno, No Tabuleiro da Baiana e Na Baixa do Sapateiro, que culminou em Aquarela do Brasil. Com suas músicas invadindo o rádio, por intérpretes como Carmem Miranda, Mário Reis e Sílvio Caldas, já era então um dos músicos mais notáveis do Rio, tendo sua música divulgada nos Estados Unidos. Em 1944, foi convidado a musicar o filme Você Já Foi a Bahia?, de Walt Disney, recebendo o diploma da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Em 1945, criou seu próprio programa de rádio, A Hora do Calouro, por onde passaram grandes talentos da música popular, como Luiz Gonzaga, e estreou como locutor esportivo. Ari Nasceu em 7 de novembro de 1903, em Ubá - MG, e faleceu em 9 de fevereiro de 1964. [Mais conteúdo em: www.revistaformasemeios.jex.com.br
Saturday, February 25, 2006
Ari Barroso: compositor e radialista
Depois de partir de Ubá com 40 contos de réis de herança e o sonho de se tornar advogado, Ari Evangelista Barroso entregou-se à vida artística no Rio de Janeiro e tornou-se um dos maiores compositores de música popular brasileira. Elogiado desde suas primeiras composições, como os sambas Quando Eu Penso na Bahia, Eu Vou à Penha e Vamos Deixar de Intimidade, consagrou-se com Aquarela do Brasil. Gravada pela primeira vez por Francisco Alves, em 1939, e regravada inúmeras vezes no Brasil e no exterior, a música inaugura o gênero samba-exaltação, que incorpora ritmos até então restritos aos instrumentos de percussão ao acompanhamento musical, como a batida do tamborim ao piano. Órfão aos 8 anos, foi criado pela tia-avó, com quem teve rígidas aulas de piano. Mudando-se para o Rio, com 18 anos, ingressou na Faculdade de Direito. Como estudante, logo imergiu na vida boêmia carioca, tocando em bares e clubes. Já conhecido nas rodas de samba, com a marchinha Dá Nela, ganhou o prêmio de concurso carnavalesco de 1930. Compôs em seguida seus sambas mais inovadores, como Terra Seca, Brasil Moreno, No Tabuleiro da Baiana e Na Baixa do Sapateiro, que culminou em Aquarela do Brasil. Com suas músicas invadindo o rádio, por intérpretes como Carmem Miranda, Mário Reis e Sílvio Caldas, já era então um dos músicos mais notáveis do Rio, tendo sua música divulgada nos Estados Unidos. Em 1944, foi convidado a musicar o filme Você Já Foi a Bahia?, de Walt Disney, recebendo o diploma da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Em 1945, criou seu próprio programa de rádio, A Hora do Calouro, por onde passaram grandes talentos da música popular, como Luiz Gonzaga, e estreou como locutor esportivo. Ari Nasceu em 7 de novembro de 1903, em Ubá - MG, e faleceu em 9 de fevereiro de 1964. [Mais conteúdo em: www.revistaformasemeios.jex.com.br
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