Thursday, August 25, 2016

“Café Society”, uma obra de arte.

Woody Allen resgata glamour dos anos 1930 no charmoso “Café Society”. Uma obra de arte. 

Blake Lively, Woody Allen, Kristen Stewart
Jesse Eisenberg em maio em Cannes
Comédia inteligente, salutar e banhada na luz envolvente de Vittorio Storaro traz Jesse Eisenberg que encarna a melhor  Woody Allen em cena em muitas décadas. “Café Society” atrai o espectador de modo suave como um bálsamo. A película  foi a atração principal na abertura do mais recente Festival de Cannes, em maio passado. 

Em “Café Society”, uma família judaica está novamente no centro da história, só que desta vez, o clã Dorfman, de classe média baixa, espelho da própria família do cineasta  Wood Allen. Os pais lembram bastante os pais reais do diretor, assim como as relações entre irmãos, é quase uma cinebiografia de Allen.  

Jesse Eisenberg é Bobby, o irmão caçula da família judaica, que abandona o trabalho de joalheiro com o pai, no Brooklyn nova-iorquino, para sonhar com uma carreira na indústria do cinema, ao lado do tio materno, Phil, personagem de Steve Carell.  Bobby, é um jovem ingênuo, cheio de sonhos, que apaixona-se por Vonnie personagem de Kristen Stewart)ela, sem imaginar que ela é amante do tio, casado há 25 anos. Ambos os homens vivem esse triângulo amoroso sem saber, até que há um momento em que se exige uma decisão dela.

“Café Society” é um delírio para olhos, gdeve-se isso a elegância do diretor de fotografia, o premiado italianao Vittorio Storaro. Já aos ouvidos, um verdadeiro balsamo, devido os diálogos de Allen, que aos 80 anos, está em sua melhor forma. 

Humor negro, sarcástico e cruel, e sua  habitual nota ferina diante do judaísmo de que ele é parte e ao  cristianismo que o circunda por ser norte-americano.  Assistir uma hora e meia de puro extase - sem dúvida -,  sente que ganhou esse tempo a mais de vida, tanto culturalmente quanto em satisfação. (Francisco Martins\AgênciaFM

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